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Relatório da Administração |
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ELECTRO AÇO ALTONA S.A. 31 de dezembro de 2009
Vendas O ano de 2009 demonstrou o tamanho da crise mundial que iniciou em 2008 e reflexos significativos na indústria brasileira de aço fundido. Conforme dados da ABIFA (Associação Brasileira de Fundição), com relação a 2008 houve uma queda na produção nacional de aço fundido na ordem de 49% em toneladas faturadas. As exportações brasileiras em toneladas, de acordo com a mesma fonte, caíram 51%. A queda da demanda, em tão curto espaço de tempo fez com que a Altona reduzisse seu faturamento em toneladas, em torno de 50%, tanto no mercado interno como no mercado externo. A produção total em toneladas ficou 51% abaixo de 2008, o que em termos monetários representou uma perda de R$ 96,6 milhões em receitas, 40% a menos que 2008, sendo 49% no mercado interno e 17% no mercado externo. Com o mercado mundial em queda, reagimos na busca de vendas com maior valor agregado, a participação de produtos usinados em nossa receita passou de 73% para 79%. Através da busca de excelência no atendimento aos clientes, da inovação e de produtos de alta complexidade, a participação de produtos caracterizados como encomendas não repetitivas, passou de 55% para 67%, com queda consequente dos produtos de encomendas repetitivas de 45% para 33%. Este novo mix proporcionou o crescimento do preço médio total por tonelada em 29% e permitiu que a nossa margem de contribuição se mantivesse praticamente igual a de 2008. O mercado externo, com o câmbio desfavorável e a grave crise que afetou a demanda em todos os segmentos que atendemos, a queda do faturamento em toneladas foi da ordem de 51%, a queda do faturamento em valores foi de 17%, menos significativa que no mercado interno, pois partes das entregas foram de vendas realizadas em 2008 no setor de energia, que pelas características dos produtos somam maiores valores agregados. No desenvolvimento de novos mercados, evoluímos na área de energia nuclear, com clientes na França, Alemanha, China e EUA
Os investimentos mais significativos foram voltados ao meio ambiente com a instalação de dois sistemas de exaustão, um para fundição e outro no corte com o pó de ferro. Ocorreram ainda outros investimentos de menor valor, porém não menos importantes que estão voltados ao atendimento de clientes. Investimos R$ 6,1 milhões, representando 5% da Receita Operacional Líquida (ROL). Além das certificações já consolidadas como ISO 9001:2008 (BVC) , ISO/TS 16949:2002, SA 8000 (Social Accountability 8000), continuaram em andamento os procedimentos para a obtenção das cerfificações OHSAS 18001 (Sistema de gestão voltado para a promoção da saúde e segurança ocupacional ) e ISO 14001 (para gestão ambiental). A companhia é reconhecida e certificada a fornecer peças de aço ao maior fabricante mundial de equipamentos fora de estrada e um dos maiores consumidores de aço fundido. Apenas outras duas fundições no Mundo, tem esta condição.
Demonstramos um alto grau de agilidade nas adequações da empresa, em relação a velocidade com que as mudanças aconteceram e assim evitamos possíveis prejuízos. Em janeiro de 2009, foram feitas adequações no numero de colaboradores, intensificamos ações para redução de custos no consumo de insumos, ferramentais e terceirizações. Foi fundamental a redução substancial nos preços dos materiais e custos fixos de produção. Promovemos uma forte redução nos gastos gerais, priorizando recursos para o setor produtivo. Mantivemos projetos Kaizen em diversos setores da produção, objetivando obter uma excelência operacional, tornando os processos adequados e reduzindo tempos nas operações (14 projetos com filosofia Kaizen), com resultados de melhoria de produtividade entre 50% até 200%. Conseguimos consolidar também projetos de melhoria da qualidade nos produtos, atingindo reduções de custo de retrabalho superior a 30%. Todas estas adequações permitiram que, embora com uma grande queda na receita, o Custo do Produto Vendido (CPV) se mantivesse sob controle e em níveis aceitáveis. Cientes da importância da preparação dos nossos profissionais, os investimentos nesta área foram mantidos e direcionados para capacitação em processos que ajudem na recuperação da rentabilidade e da competitividade e que nos habilitam ao fornecimento de novos produtos de alto valor agregado, principalmente para área nuclear e mercado europeu. Com a retração do mercado, a disputa ficou mais acirrada, exigindo profissionais mais bem preparados. Temos planos de aumentar os investimentos nesta área em 2010, sobretudo a partir do terceiro trimestre. Estruturamos a engenharia de processo e de aplicação, criando processos mais robustos e eficazes. A utilização de ferramentas de simulação para projetos de fundição possibilitou ganhos relevantes de qualidade e redução de custos.
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